Experiência de imigração e vida no Quebec

Deseja imigrar para o Quebec, mas ainda tem dúvidas sobre os processos imigratórios?  Não se preocupe! Para te auxiliar, trouxemos o depoimento de dois ex-alunos que já passaram por todo processo. 

O casal Silvia Garcia e Diego Reis passou pelas aulas no Clic Canadá, realizou o processo de imigração e hoje vive no Quebec. Apesar estarem vivenciando um sonho, durante essa trajetória eles precisaram de muito foco e determinação para alcançar o objetivo final e tornar o sonho realidade. 

Confira a seguir o depoimento em que eles compartilham um pouco dessa experiência conosco: 

Como você descobriu o CLIC?

Através de um amigo que já tinha passado pelo CLIC e estava no Quebec (Hugo).

Como foram suas experiências com as aulas?

Foram muito boas. Aulas sempre dinâmicas, com professores do Quebec que traziam sua vivência e cultura pra gente. Isso foi muito importante pra nossa chegada… O impacto cultural da imigração foi menor, porque já sabíamos muita coisa do ponto de vista cultural.

Como o CLIC facilitou a sua imigração para o Quebec?

Primeiramente o ensino da língua. Motivação (quando estávamos exaustos após um dia inteiro de trabalho, Lise e os outros professores estavam lá, nos motivando, nos empolgando. A introdução dos aspectos culturais (o toque, a “bolha” de cada um, algumas expressões, comidas típicas, festas típicas, modo de vida…). Também teve a questão dos formulários de demanda do CSQ*, que o CLIC deu um super apoio!

Como foi o processo de imigração em si? Desde a saída até a chegada ao Canadá.

Nosso processo foi relativamente rápido. Do dia em que decidimos entrar no CLIC até nossa viagem, foram 2 anos (6 meses pro CSQ e mais 13 meses para Residência Permanente). Recebemos nossos passaportes em Junho e em Agosto estávamos viajando. Decidimos dar entrada no processo de equivalência* junto à Ordem dos Enfermeiros do Brasil em Junho, pra adiantar as coisas!

A saída do Brasil foi intensa… As despedidas dos amigos, da família… Foi duro! Mas estávamos tão radiantes com o que estava por vir que não dava pra sentir tristeza! Viajamos com uma mudança (32kg de bagagem por cada – somos 3). Foi bem complicado porque ao chegarmos no aeroporto em Montreal, não tinha carro que coubesse nossas bagagens [risos]. Mas conseguimos. Alugamos um Airbnb do Brasil por 7 dias pra ter tempo de procurarmos um lugar pra alugar! Tivemos ajuda dos amigos que tínhamos aqui e isso foi crucial pro nosso sucesso!

O processo para começar a trabalhar na sua área foi complicado?

Não foi complicado, uma vez que sabíamos todas as etapas que passaríamos. Acho que a organização do processo de imigração e as pesquisas antes de chegar aqui são fundamentais para o sucesso e evitam as frustrações. Nós já sabíamos que precisaríamos passar por um curso no CEGEP* por mais ou menos 7 meses e depois poderíamos trabalhar como “trainee” até passar no Exame da Ordem.

Mas mais uma vez, a língua é a chave do sucesso! Porque para entrar no curso de CEGEP é preciso fazer uma seleção (prova escrita + entrevista). Mas conseguimos! O CLIC ajudou bastante. Mas aqui fizemos a Francisação* para melhorar o francês.

Sentiu alguma diferença / dificuldade no Francês mesmo tendo estudado e se preparado? E sobre a técnica e o fazer da profissão. 

Sim. O CLIC ajuda muuuuuuito. Mas aí no Brasil não estamos expostos à língua 24h/dia, ou seja, a linguagem coloquial, as gírias, as expressões e o sotaque de cada um dificultam um pouco a compreensão. Mas a ideia geral dá para entender! Acho que quanto mais a gente se expõe à língua, mais fácil fica! Nós, enquanto estávamos no Brasil, ouvíamos rádio em Francês, líamos textos, jornal, ouvíamos música para melhorar a escuta.

Somos enfermeiros, e cuidar de gente é igual em qualquer lugar do mundo. Nossa base científica é muito boa! Mas é preciso se adaptar à forma deles fazerem as coisas porque aqui, se a gente não faz pelo caminho deles, mesmo que chegue ao mesmo resultado, está errado! Eles são meio fechados, seguem o passo a passo do livro. Não existe improviso ou adaptação da técnica. É preciso estar aberto à aprender, estar aberto às críticas. Mas passando o período inicial (a probação), a gente consegue relaxar e acaba se adaptando.

A técnica, os conceitos teóricos, os protocolos, os materiais não são muito diferentes do Brasil. Usamos as mesmas coisas e fazemos basicamente do mesmo jeito.

Como é o acolhimento do povo do Quebec?

Inicialmente eles são bem acolhedores, dispostos a ajudar com a língua. Mas também percebemos os olhares sob a gente (sobretudo em Ville de Quebec). Aqui em Ville de Quebec eles não estão tão acostumados com a imigração como em Montreal. Então, quando falamos em português no shopping, percebemos as pessoas olhando, curiosas pra saber de onde somos… Como Brasileiros, somos mais bem recebidos do que se fossemos de outra nacionalidade.

Quais foram as maiores dificuldades e melhores experiências até então?

 O emprego de precoce para uma agência privada em pleno inverno. Foi bem difícil pra Diego, foi nosso quarto mês aqui, não estávamos acostumados com o frio, não sabíamos nos vestir direito… Diego sofreu! Teve o trabalho como “lava-pratos” também, que era difícil, mas Diego acabou fazendo bons amigos lá! 

Pra mim, a maior dificuldade foi a adaptação do nosso filho (na época com 4 anos) na creche. Porque ele não sabia falar francês. Ele começou a ser mais agressivo, mais corporal (como um bebê que não fala). Todos os dias tinha uma reclamação, ele chorava muito. Eu também. Mas até que conversei na garderie*, disse que precisava de ajuda, que não dava pra ficar ouvindo reclamação todos os dias sem nada de positivo. Foi então que elas mudaram a postura delas também. E as coisas foram melhorando!

Que impactos sentiu com a Pandemia, vivendo no Quebec e atuando enquanto enfermeiro?

Tivemos muitas mudanças na vida e no hospital. Todo dia um protocolo novo, uma nova diretiva. Foi cansativo! Mas não sentimos tanto o confinamento porque meu filho continuou indo para a creche que o governo disponibilizou para os trabalhadores essenciais e nós continuamos indo trabalhar… Essa coisa do uso da máscara, do distanciamento social aqui tá bem forte. Mas é algo que temos que nos adaptar. A população aqui também é muito mais engajada, colaborativa. O que o primeiro Ministro diz na TV é ordem, todos fazem! Muito diferente do nosso Brasil.

Diria que o Quebec é tudo que sempre imaginou para a sua vida?

Na verdade é mais do que imaginei! Nunca tive pretensão de morar fora do Brasil, nunca tinha imaginado uma vida assim. E hoje não volto pro Brasil mais nunca! Só pra visitar! A segurança, a qualidade de vida, o poder de compra, a valorização profissional, são coisas que no Brasil nunca teríamos! Estamos felizes e satisfeitos! Foi a melhor decisão de nossas vidas!

Que conselhos daria para profissionais da área de saúde que têm o desejo de imigrar?

Invistam na língua!!!! Aprendam o francês porque é a chave do sucesso! E, se puderem, comecem o processo de equivalência do Brasil, porque é muita papelada (faculdade, COREN*, hospitais onde trabalhou). À distância fica mais difícil de resolver essas coisas! Vão pro CLIC, vale a pena!!!

Por Silvia Garcia e Diego Reis, ex-alunos do Clic Canadá.

 

Gostou da história, mas ficou perdido em alguns termos que eles citaram?  Entenda a seguir o significado: 

CSQ: é o Certificado Seleção do Quebec, documento emitido para os candidatos selecionados para o programa de imigração de Quebec para comprovar que foram selecionados para a imigração.  

Processo de equivalência: avaliação para saber se o nível de estudo está compatível com o do Quebec, indicado para quem quer estudar, trabalhar ou viver permanentemente na província. 

CEGEP: É a sigla de “Colégio de Ensino Geral e Profissional”, que no Quebec designa o tipo de instituição de ensino público que dispensa o primeiro nível de ensino superior, para programas de estudos pré-universitários e técnicos. 

Francisação: é o nome que se dá ao processo de integração cultural mais formal, oferecido na província de Québec. Voltar para a sala de aula mesmo seja em período integral, ou parcial.

Garderie: creche gratuita para as crianças menores de 5 anos.

COREN: Conselho Regional de Enfermagem 

 

Essa foi um pouco da história desse casal, que apesar das dificuldades e adaptações que sofreram no início, hoje estão muito felizes e satisfeitos com a escolha que fizeram. Assim como eles, você também pode tornar seu sonho realidade! 

Sabe o que é melhor? Agora as aulas do CLIC são exclusivamente online com professores nativos. Você poderá conhecer e estudar a língua Francesa de forma segura e sem perder a qualidade. 

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